Caixas
Eu amo caixas de mercado, cinema, farmácia, etc. Amo ser
fofo com quem trabalha no caixa. Mano, que trabalho cu, todo mundo deveria só
sorrir para eles. Bem, e pagar o que comprou, é claro. Ou só sair correndo enquanto
amaldiçoa o capitalismo.
Ontem fui ver Mamma Mia no cinema (de novo porque sim) e no
caminho a caixa do pão de açúcar elogiou meus botons falou:
“amei seus botons”
Eu tenho vário botons na mochila, sempre tive, o recorde foi
no ensino médio, eu tinha mais de sessenta naquela época.
“Brigado! Deu trabalho acha-los”, respondi com um sorrisão.
Só deus sabe como é difícil manter botons no metrô. E os meus
são uns muito bem escolhidos que gosto de pensar que são difíceis de achar. A
maioria é do MIS, acho. Tem do Bowie, Amelie Poulain, Megadeth, Coragem, o cão
covarde, etc.
Comprei cerveja pra tomar durante o filme com meu salgadinho e fui lá.
Comprei cerveja pra tomar durante o filme com meu salgadinho e fui lá.
Vi o filme e sai super feliz e serelepe com a certeza
de que a vida é bela e que existe romance como acontece depois de todo musical.
Só que não trombo com um bonitão que é o amor da minha vida e ninguém dança.
Foda-se.
Comprei cerveja no Carrefour porque sou um alcóolatra e os caixas e eu achamos que a
Brahma vai ficar na promoção para sempre se deus quiser e fizemos votos par que isso aconteça.
Saí sorrindo pra Paulista.
Tinha uma banda tocando a música do Mascará no vão do MASP
daí sentei lá com minha cervejinha um tempinho.
Levantei quando um esquisitão tipo tarado sentou do meu lado
(eu sou um imã pra tarados, quando sento num lugar cheio ou deserto, um tarado
vai surgir atraído pelo meu cheiro de jovem apetitoso, é batata) e fui me
embora.
No metrô eu terminei de ler esse livro dez do Jostein
Gaarder, o Vita Brevis. É sobre uma mulher que foi mulher de Santo Agostinho.
Mano, LOUCO. Fiquei no chão. Ninguém sabe se é ficção ou não (acho que só o
Vaticano), mas o livro é ótimo demais.
Só foi isso aí a minha quinta, mas foi ótima e quis contar.
Beijo.

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