Da passagem do tempo
Domingo me deu uma espécie de nostalgia quase depressão que
eu defino como consciência da passagem do tempo. Foi assim: de manhã visitei
minha mãe, tomei café, almocei com ela e depois ela foi lá em casa com um migo
nosso e a gente ficou comendo, tomando mais café e falando merda até a noite
quando eles foram embora e eu fiquei.
Não sei, ainda acho estranho. Eu cresci E agora ela também vai
à minha casa e toma café comigo. Entende? Agora eu recebo minha mãe. A gente é
mãe e filho e a gente é amigo também.
E quando eu faço esse tipo de programa eu me pego pensando lá
com meus botões enquanto ando pela casa agora vazia e silenciosa sobre a
passagem do tempo. Lembro
daquele trecho de This Must Be The Place do Talking Heads: “I love the passing
of time”. Eu amo a passagem do tempo, mas ela me dá uma puta agonia. Agora
que eu cresci, pago todas as minhas contas, trabalho, moro sozinho e recebo
minha mãe pra tomar café eu tô começando o resto da minha vida e eu tenho consciência disso.
Mano, eu cresci, tô na vida. Agora o tempo vai passar, eu
vou vivendo numa boa, minha mãe e minha gata de 17 anos que ainda mora com ela
vão virar estrelinhas um dia, meus amigos vão ir e vir, alguns só vão ficar,
gatos vão ir e vir, mano do céu! (respirando num saco de papel controlando
crise de ansiedade).
Mas tudo bem, tudo bom. Uns tem, outros não. Uns vem, outros
vão. Isso é um trecho de uma música chamada Tudo Bem, Tudo Bom do Ludov.
Conhece essa banda? Tudo bem, não tem importância.
É assustador e muito satisfatório ser gente grande.
Gosto de visitar minha cidade natal e ver o que não mudou, que esta lá ainda, que quem mudou fui eu. Dá uma melancolia, uma nostalgia, um negócio que sei lá eu.
Tenho saudade de brincar de esconde-esconde com minha mãe quando era pequeno. Saudade dos caminhos que eu fazia para as escolas que estudei. Saudade de comer chocolate a tarde depois da escola. Mas não sinto falta, é só saudade. Saudade de tudo.
Agora dá licença que vou comer um chocolate.
É assustador e muito satisfatório ser gente grande.
Gosto de visitar minha cidade natal e ver o que não mudou, que esta lá ainda, que quem mudou fui eu. Dá uma melancolia, uma nostalgia, um negócio que sei lá eu.
Tenho saudade de brincar de esconde-esconde com minha mãe quando era pequeno. Saudade dos caminhos que eu fazia para as escolas que estudei. Saudade de comer chocolate a tarde depois da escola. Mas não sinto falta, é só saudade. Saudade de tudo.
Agora dá licença que vou comer um chocolate.

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