Futterwacken
Às vezes detesto como me esqueço de como é ser eu. Fico todo perdido e às vezes não sei porque. Mas acho que me achei ontem à noite enquanto arrumava a casa - só Deus sabe como arrumar a casa me ajuda a botar as ideias
no lugar. Lembrei como eu sou forte e como amo minha casa, minhas coisas, minha vida e meus gatos. E meus amigos. Amigos ajudam mais do que tudo no fim das contas.
Decidi mudar montes de coisas. Vou mudar os móveis de lugar. Mudar de operadora. Mudar de estilo de sacrifícios. Fico tão bobo fazendo as coisas e esperando que fantasias aconteçam. Acho significados em pequenices que não significam nada se eu não quiser. Eu sabia que nem tudo tem um significado, mas esqueci. Mas lembrei. E vou continuar lembrando daquelas noites com o carro seguindo veloz e a música alta. Tanto vento e cor, todo aquele neon e todo aquele breu. Lembrar dos dias brancos também. Levou tanto tempo e eu vim tão longe. Eu tenho esperança e sei agir no desespero. Nunca parei de agir apesar do desespero. Lembro quem eu sou. Eu sou um ser humano incrível, porra, e me esqueço disso. Obrigado a quem me lembrou, obrigado mesmo. Fiquei um bom tempo sem saber como reagir a uma verdade tão verdadeira. Verdade verdadosa. Não preciso de ninguém. Eu sou o maldito garoto químico. Tem essas cenas que me dão força e me lembram de mim. Aquela cena em Jesus Henry Cristo quando a menina que vai virar a Toni Colette diz que temos de ser a mudança que queremos ver no mundo. Quando Alice faz aquela dancinha (o Futterwacken) depois de falar montes de verdades naquela festa estranha com gente estranha. A Vida Secreta das Abelhas. Porra, eu sou a personagem da Queen Latifah (esqueci o nome e já li o livro várias vezes) sem tirar nem por.
Eu não tenho controle sobre as outras pessoas. Eu não tenho controle sobre quase nada, às vezes até o pão sai de controle. Tenho que parar de me castigar. Tenho que só aceitar. Eu gosto das pessoas e fico doido e fico mal por isso. E é normal. Não tenho controle. Eu posso ir só me forçando a continuar sem ficar muito triste. Distrair-me. Sair, beber, conversar. E posso deitar no chão ouvindo músicas tristes até cansar e isso é bom.
Eu vou ter uma overdose de bolo de laranja e brownie. Vou falar tudo que quero falar. Vou ser intenso pra caralho porque é o que eu sou e eu amo mais ser assim do que amo agradar quem eu gosto. E quem gosta de mim ama que eu seja assim. Vou usar o fim de semana para cuidar de mim, da casa, da minha mãe e dos meus amigos. Porque eu sou forte. Vou andar pela casa e arrumar montes de coisas. Vou parar com os braços na cintura e olhar algo que arrumei e sorrir satisfeito e acenar a cabeça ainda mais satisfeito. Vou pular e vou rir. E vou chorar se me der vontade. Eu vou ser eu.





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